O ministro da Presidência, Justiça e Relações com as Cortes, Félix Bolaños, reuniu-se esta terça-feira em La Moncloa com o núncio apostólico na Espanha e no Principado de Andorra, monsenhor Piero Pioppo, para avançar nos preparativos da próxima visita de Leão XIV à Espanha, prevista de 6 a 12 de junho.
De acordo com o Ministério da Presidência, o encontro centrou-se nos aspectos organizativos e institucionais da viagem apostólica, considerada pelo Governo como “um acontecimento de grande transcendência institucional, social e cultural”.
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Embora a Santa Sé ainda não tenha publicado oficialmente o programa definitivo, vários meios de comunicação já adiantaram que Leão XIV visitará Madrid, Barcelona e as dioceses canárias durante uma gira que representará a primeira viagem de um Papa à Espanha desde a visita de Bento XVI em 2011.
O Governo prepara um amplo dispositivo de segurança
Nas últimas horas, o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, presidiu uma reunião de coordenação entre os diferentes departamentos, organismos e instituições que participarão no dispositivo de segurança da viagem papal.
De acordo com o COPE, o operativo contará com cerca de 11.000 agentes da Polícia Nacional e cerca de 2.200 guardas civis, além de efetivos dos Mossos d’Esquadra, a polícia canária e polícias locais.
O dispositivo previsto evidencia a magnitude institucional e mediática que terá a visita de Leão XIV, especialmente num contexto político e social marcado por uma forte polarização na Espanha.
A Conferência Episcopal espera reduzir a tensão política
Desde a Conferência Episcopal Espanhola também se segue com atenção a preparação da viagem. O secretário-geral da CEE, Francisco César García Magán, expressou recentemente o seu desejo de que a visita do Pontífice contribua para reduzir “o tom de polarização” presente atualmente na vida política e social espanhola.
O porta-voz episcopal confiou ainda em que a passagem de Leão XIV pela Espanha possa dar frutos espirituais, especialmente no âmbito da caridade e das vocações.