A crise dos religiosos 2024, III (Annuario Pontificio 2026)

Maristas: Foram 8.181 em 1973. Seguramente mais antes. A 1 de janeiro de 2013 restavam apenas 3.524. E eram 143 menos que no ano anterior. Isso é o que se chama de liquidação por demolição. Uma das mais espetaculares. O Papa nomeou recentemente o seu Superior Geral, escrevia eu naquele ano, não me recordo bem de quê. Talvez membro da Congregação para os Religiosos. Seria uma excelente nomeação se o irmão Turú viesse explicar-lhes o que não se deve fazer com base na sua experiência pessoal. Mas temo que não será assim. Que ele irá de peito inchado pela vida, julgando-se o Supermán marista. Deixaram na gatera nada menos que 57% da congregação e isso comparando com 1973, que seguramente seria mais. Pois o que querem que lhes diga. Que os maristas estão a morrer? Seria um exagero? Pois antes pelo contrário.

A 1 de janeiro de 2014 eram 3.424, 100 menos que no ano anterior. A perda já é de 59% , e o desastre continua.

A 1 de janeiro de 2015 restavam apenas 3.346. Em relação a 2014 são já 78 menos. A perda de membros já é de 60% em relação aos que eram em 1973, mas tenho a certeza de que em anos anteriores foram mais, pelo que a cifra real se aproximará dos 70%. Já estão nos 61% de perda.

A 1 de janeiro de 2016 continuavam a descer. Eram apenas 3.241, 105 irmãos menos que no ano anterior. Com o que cada ano que passa são mais os que desaparecem. Agora estamos num centena, em breve serão dois ou três centenas os que desaparecerão cada ano.

A 1 de janeiro de 2018 restavam apenas 3.046. cento e oito maristas que se perderam num ano. Hoje, ano e meio depois dessa data, dizíamos então,  poderíamos assegurar que já perderam a referência dos três mil e dos quais 1.500 já estarão para que os cuidem e outros mil, muito próximos. A perda já está nos 63% mas referida a 1973. Em relação a oito ou dez anos antes, quando devem ter tido a sua cifra máxima, a diminuição deve estar nos 70%.

No início de 2019 tinham desaparecido 72 religiosos mais, não foi um dos piores anos. Restavam 2.974 e a perda em relação a 1973 é de 64%

A sangria continuou em 2019, pois a 1 de janeiro de 2020 já eram 2.895. Foram 79 os irmãos que se evaporaram, com o que a diminuição sobe para 65% em relação a 1973. A real será pelo menos de 70%

A 1 de janeiro de 2021 eram já 2.785, 110 maristas menos que um ano antes. A diminuição em relação a 1973 é de 66%

A 1 de janeiro de 2022 tinham-se perdido 84 irmãos mais: 2.701. A diminuição já é de 67%

A 1 de janeiro de 2023 tinham desaparecido 121 irmãos mais. Restam 2.580. A diminuição já é de 69% referida a 1973, pelo que sem dúvida é maior

A 1 de janeiro de 2024 eram 2.496. Num ano tinham-se perdido 84 irmãos mais. Já perderam 70% da congregação.
A 1 de janeiro de 2025 foram 73 os que ficaram pelo caminho, restam 2423. A perda sobe para 72%
Marianistas: Não estão melhor os marianistas. Foram 3.934 em 1966. No início de janeiro do ano passado restavam apenas 1.228. E tinham perdido 51 irmãos em relação ao ano anterior. Outra liquidação por demolição. Hoje não se faz marista nem marianista ninguém e os velhos, como é natural, morrem. Duas congregações que foram meritíssimas na educação da juventude e que já há bastantes anos perderam esse mérito. Estes perderam 70% dos seus religiosos. E vão piorar. Mas, sem novidade, senhora marquesa. Aqui não passa nada de grave. Salvo que a casa se consome no incêndio e os bombeiros não chegam.  Nem se espera por eles.

A 1 de janeiro de 2014 restavam apenas 1.198, 30 menos que no ano anterior. As perdas continuam nos 70%.

A 1 de janeiro de 2015 eram 1.182, 16 menos que no ano anterior. A percentagem de perda sobre os que foram sobe para 71%.

A 1 de janeiro de 2016 eram 1.151, 31 menos que no ano anterior. As perdas continuam nos 71%%.

A 1 de janeiro de 2017 restavam apenas 1.093, 58 menos que um ano antes. A diminuição é de 73%

A 1 de janeiro de 2018 continuavam a descer, no ano decorrido perderam-se 36 irmãos. Restam 1.057. Já perderam 74%

A 1 de janeiro de 2019 desapareceram 32 marianistas, restando 1.026, com o que a diminuição ascende já a 75% e em relação a 1973. Ao dar conta deste último número, setembro de 2020, é seguro que perderam a referência dos mil

Pois perderam-na. A 1 de janeiro de 2020 restavam apenas 985. O ano supôs o desaparecimento de 41 religiosos mais. A diminuição continua nos 75%

A 1 de janeiro de 2021 perderam-se 55 religiosos, restam 930 e a diminuição sobe para 77%

A 1 de janeiro de 2022 foram 40 os irmãos desaparecidos: 890. Já estão nos 78%

A 1 de janeiro de 2023 são 30 menos que um ano antes: 860, com o que a diminuição é de 79%

A 1 de janeiro de 2024 foram 13 os desaparecidos, restam 847. Continuam nos 79%

A 1  de janeiro de 2025 continua  a debandada e foram 26 os que se perderam pelo caminho. Restam 821. Com o que a diminuição já subiu para 80%

 

Instituto Espanhol São Francisco Xavier para as Missões Estrangeiras: Outra ruína manifesta com o que significou no seu tempo para a evangelização missionária. Em 1976 ainda eram 325. Hoje restam 155, melhor dizendo, restavam há ano e meio, embora apenas um menos que no ano anterior. Algo tão reduzido, que perde ainda 52% do que foram, acaba-se.

A 1 de janeiro de 2014 eram dois mais que no ano anterior, 157. Com o que continuam num 52% de perdas.

A 1 de janeiro de 2015 desceram para 152. Com o que as perdas chegam aos 54%. E dizemos o mesmo que para alguns outros. Isso em relação a 1976, mas tenho a certeza de que dez anos antes eram mais.

O declínio continua e já na quase nada de um pequeno grupo de anciãos. A 1 de janeiro de 2016 eram apenas 147, cinco menos que no ano anterior. Outro ponto que sobem as perdas que já estão nos 55% dos que foram em 1976.

Piores são as perspetivas a 1 de janeiro de 2017, pois restavam apenas 139, oito menos que um ano antes. A diminuição sobe para 58% e referida aos que eram em 1976. Seria muito maior referida aos anos imediatamente pós-conciliares

A 1 de janeiro de 2018 perdem-se quatro religiosos mais. Restam 135. Com uma diminuição de 59%

Os desaparecimentos crescem nos conjuntos de anciãos. A 1 de janeiro de 2019 tinham-se perdido 9 mais e restavam apenas 126. Um 62% de diminuição e referida a perda a 1976.

O caminho para o abismo não tem pausa. No ano  2019 desapareceram 17 mais. A 1 de janeiro de 2020 restavam apenas 117. Já perderam 64% em relação a 1976

A 1 de janeiro de 2021 restavam 108, tinham-se perdido 9 mais. Os 67%

A 1 de janeiro de 2022 desapareceram outros 9 e restam apenas 99. A diminuição já é de 70%

A estes, seguramente por torpeza minha, não os encontrei no Anuário de 2024

Nem no de 2025.  Nem no de 2026

 

Franciscanos Conventuais: Foram 4.778 em 1967. Em janeiro de 2013 restavam 4.305. Com um incremento de 16 frades em relação ao ano anterior. Pelo que estamos ante uns verdadeiros privilegiados. A 1 de janeiro de 2014 eram 4.294, com uma perda de 11 frades em relação ao ano anterior. Deixaram-se apenas 11% dos frades. Com o que estamos a ver parece um milagre. A 1 de janeiro de 2015 eram 4.233, com o que a descida já é mais acentuada, 61 frades menos. A percentagem de diminuição sobe para 12%.

A 1 de janeiro de 2016 tinham descido para 4.225, oito frades menos que no ano anterior. Com uma perda de 13%. Já a quereriam muitos para si.

A 1 de janeiro de 2017 tinham descido para 4.165. Perderam 60 frades embora continuem nos 13%

A 1 de janeiro de 2018 perdiam apenas sete frades, restando a ordem com 4.158. Continuam nos 13%

Piores são as cifras de 1 de janeiro de 2019 com o desaparecimento de 95 frades. Restam 4.070 e a perda sobe para 15%

A 1 de janeiro de 2020 milagrosamente têm um aumento de 6 frades: 4.076. Continuam num muito bom 15%

A 1 de janeiro de 2021 chegou com reduções: 3.981 frades, 95 menos que um ano antes. A diminuição sobe para 17%

A 1 de janeiro de 2022 são 51 os frades desaparecidos: 3.930. A diminuição sobe um ponto: 18%

A 1 de janeiro de 2023 são outra vez 51 menos: 3.879. A diminuição: 19%

A 1 de janeiro de 2024 eram os mesmos que no ano anterior: 3.879. Os 19%

A 1 de janeiro de 2025 foram 62 os frades que se perderam. Restam 3.817. A diminuição subiu para 21%

 

Escolápios: Tiveram a sua cifra máxima em 1963 com 2.521 religiosos. No início de 2013 tinham descido para 1.318. Com perda de 9 em relação ao ano anterior. Eu vejo-os muito perdidos e muito meritissimus. Perderam 48% dos seus efetivos e isso vai piorar. Pois não vai piorar. A 1 de janeiro de 2014 eram 1330, 12 mais que no ano anterior. A 1 de janeiro de 2015 já lhes chegou a redução, pois tinham descido para 1. 298, 32 menos que um ano antes. A diminuição de religiosos já é de 49%.

A 1 de janeiro de 2016 eram 1.328. trinta mais que no ano anterior. Custa-me trabalho acreditar, conhecendo o de Espanha mas isso diz o Anuário. A perda reduziu-se um ponto. Está nos 48%.

E com o meu assombro continuam a aumentar. A 1 de janeiro de 2017 eram 1.341, treze mais que no ano anterior. A redução baixou para 47%

E continuam a crescer, a 1 de janeiro de 2018 eram dezasseis mais que um ano antes: 1.357. Continuam nos 47%

A 1 de janeiro de 2019 têm um leve retrocesso de três religiosos: 1354, Continuam nos 47%

A 1 de janeiro de 2020 voltam a descer. Deixam-se 9 escolápios: 1.345. Continuam nos 47%

A 1 de janeiro de 2021 toca aumentar, onze religiosos mais: 1.356. Continuam nos 47%

A 1 de janeiro de 2022 toca descer, 19 religiosos: 1.337. Seis anos seguidos nos 47%. Raro.

A 1 de janeiro de 2023 são 1.344, 7 mais que um ano antes. Continuam nos 47%

A 1 de janeiro de 2024 tinham-se deixado 13 Escolápios:  restavam 1.331. A perda é de 48%

A 1 de janeiro de 2025 restavam 1.326, 5 menos que um ano antes. Continuam nos 48%

 

Mercedários: Ultimamente era uma ordem menor, esgotado o carisma de redenção de cativos no que foram extraordinário exemplo de caridade cristã. Dedican a sua atenção aos presos, labor que tem todos os meus parabéns, e chegaram à sua cifra máxima em 1963 com 1.230 frades. A 1 de janeiro de 2013 restavam apenas 691, que eram 4 menos que os do ano anterior. Deixaram-se na gatera 43% dos que foram. E não vão piorar. É exagerado da minha parte dizer que têm um amanhã negro?

Sem entanto aumentaram minimamente no início do ano de 2014. Eram 711 com um incremento de 20. Que não está mal em tão pequeno número. Embora continuem nos 43% de perdas. A 1 de janeiro de 2015 continuam a diminuir e já são apenas 681, 30 menos que no ano anterior. E a percentagem da sua diminuição sobre o máximo dos que foram, já é de 45%

A descida continua. A 1 de janeiro de 2016 baixavam para 671, dez frades perdidos num ano. As perdas já são de 46%.

A 1 de janeiro de 2017 continuavam a perder frades. Eram já 659, dez menos que um ano antes. Perdem 47% da ordem.

A 1 de janeiro de 2018 continuam a perder frades, dez neste ano. Restam 649. A diminuição sobe um ponto: 48%

Um ano depois, a 1 de janeiro de 2019, deixaram-se quatro frades mais, restam 645 e a diminuição continua nos 48%

A 1 de janeiro de 2020 continuam os 645 e os 48%

A 1 de janeiro de 2021 aumentam. Não muito, mas são quatro frades mais: 649. Continua os 48%. Seguro que a mais de um parecerá raro com o que está a cair.

Pois já veio o tio Paco com a redução, a 1 de janeiro de 2022 são 31 os frades desaparecidos, restando 618. Com o que a diminuição sobe para 50%

A 1 de janeiro de 2023 dizem que são 4 mais; 622. Continuam nos 50% de perda

A 1 de janeiro de 2024 perderam 20 frades, restam 602. Os 52%

A 1 de janeiro de 2025 eram 599 os frades que restavam. Três menos que um ano antes. Continuam nos 52%

 

Carmelitas Descalços: Foram 4.236 em 1959. Hoje são 3.964. No início de 2013. E com um incremento de 20 sobre o ano anterior. Santa Teresa, ante o seu imediato centenário, e São João da Cruz, vê-se que continuam a fazer milagres. Pessoalmente tenho reservas sobre os carmelitas espanhóis, ou sobre alguns,  mas os dados são os que são. E os deles verdadeiramente espetaculares. Visto o que se viu.

E melhoram a 1 de janeiro de 2014, no qual chegam a 3.995, 31 mais que no ano anterior. Uma descida de 6% com o que estamos a ver é realmente surpreendente.  A 1 de janeiro de 2015 continuam a aumentar e chegam a 4.021, 26 mais que no ano anterior. Com o que a descida já é apenas de 5%.-

Continuam a crescer. A 1 de janeiro de 2016 eram já 4.071. Nada menos que cinquenta frades mais. Apenas perderam 4% pelo que se lhes pode avaliar com um meritissimus.

Tanto incremento anual já conheceu uma rutura. A 1 de janeiro de 2017 eram 4.044, 27 menos que no ano anterior. Voltam aos 5% de 2015

E a 1 de janeiro de 2018 continua tudo igual: 4.044 frades e os 5%

Perdem algo no início de 2019, pois são 18 frades menos que um ano antes, 4.026. Continuam nos 5% de diminuição, o que é um resultado verdadeiramente extraordinário, mas que requereria alguma explicação. Porque desses 4.026 apenas são sacerdotes 2.906. E os outros 1.120 o que são? Leigos e estudantes? Parecem muitos. E mais quando os leigos estão a desaparecer e as vocações escasseiam. Se fossem estudantes, com esse número tão elevado as ordenações teriam de ser numerosíssimas mas segundo os seus próprios dados os sacerdotes na ordem diminuem. Em 2016 eram 2.937; os mesmos em 2017; 2.915 em 2018 e 2.906 em 2019. Penso que deveriam explicar estes números tão estranhos.

A 1 de janeiro de 2020 voltam a descer. Perdem 32 frades, com o que restam 3.994 e ainda muitos me parecem a julgar pela situação de Espanha. Já perdem 6% e muito pouco me parece.

A 1 de janeiro de 2021 uma leve descida de 16 frades, 3.978. A diminuição apenas sobe para 7%. E de novo dados estranhíssimos. Dos 3.978 carmelitas descalços 2.897 são sacerdotes. Certo. E os outros 1.081 o que são? Irmãos leigos e estudantes? A que ninguém acredita? E os que menos os carmelitas.

A 1 de janeiro de 2022 continuam com a mesma ficção. Dizem que são 3.975, três menos que um ano antes. Mas os sacerdotes desceram em quinze, 2.882, enquanto que a massa de desconhecidos é de 1.093. Com estas cifras incompreensíveis recuso-me a dar uma percentagem de diminuição

A 1 de janeiro de 2023 já se perderam 58 frades. Restam 3.917. Dos quais 2.886 são sacerdotes. E os 1.031 restantes? Um carmelita descalço assegura-me que os dados são reais e que esses mil são noviços, estudantes e leigos.  Pois sendo assim o resultado é magnífico e a perda apenas de 7%

A 1 de janeiro de 2024 são 30 os frades perdidos. Restam  3.887. A perda sobe para 9%, que para o que se está a ver são uns excelentes resultados.

A 1 de janeiro de 2025 continuam os 3.887 e os 9%

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