O presidente da Academia Mariana: «Sou inimigo das aparições que falam do castigo de Deus»

O presidente da Academia Mariana: «Sou inimigo das aparições que falam do castigo de Deus»

O presidente da Pontifícia Academia Mariana Internacional (PAMI), o franciscano Stefano Cecchin, declarou-se «inimigo das aparições que falam do castigo de Deus» durante uma intervenção em Guadalajara, México, onde participou em um encontro dedicado à Virgem Maria e à defesa da vida.

As declarações foram feitas por Cecchin ao final da conferência Maria e a Defesa da Vida, durante uma explicação prévia à unção dos participantes que quisessem recebê-la com um óleo apresentado como sacramental.

«Eu sou inimigo das aparições que falam do castigo de Deus. Deus não quer castigar, diz o Catecismo da Igreja Católica, Deus quer salvar a todos», afirmou o religioso.

Cecchin acrescentou que «o castigo, o medo, é obra do Diabo» e relacionou sua afirmação com o sacrifício de Cristo: «Cristo morreu para cancelar nosso pecado, Cristo morreu para curar nossas doenças e Cristo morreu para fazer a paz, para converter os inimigos».

Uma posição expressa anteriormente

Não é a primeira vez que Cecchin manifesta publicamente uma posição desse tipo. Em maio de 2023, ao ser questionado sobre mensagens atribuídas a determinadas aparições que anunciam castigos, sustentou que «Deus é amor, portanto Deus não castiga».

O franciscano argumentou então que o sofrimento procede do afastamento de Deus e afirmou que «o castigo vem de Satanás», uma interpretação que agora voltou a expressar de maneira explícita ao declarar-se «inimigo» das aparições que apresentam mensagens sobre o castigo divino.

Cecchin também protagonizou outras declarações controversas em outubro de 2023, quando sustentou em uma entrevista que «certas imagens de Maria como mulher obediente, escravizada, submissa, já não são compreensíveis hoje, nem podem ser recebidas».

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