Leão XIV pede que as cidades sejam «casas abertas e acolhedoras»

Leão XIV pede que as cidades sejam «casas abertas e acolhedoras»

O papa León XIV dedicou sua intenção de oração para o mês de agosto à evangelização nas cidades, convidando a rezar para que as comunidades urbanas sejam «casas abertas e acolhedoras», lugares «onde ninguém se sinta invisível» e onde «a alegria do Evangelho ilumine a vida escondida de tantos irmãos e irmãs».

A intenção de oração, divulgada no dia 31 de julho pela Rede Mundial de Oração do Papa, em colaboração com o Dicastério para a Comunicação, está centrada na vida das grandes cidades e na missão evangelizadora da Igreja nesses ambientes.

«Fazei-nos vossos testemunhas na cidade, missionários corajosos e criativos, que anunciem com sua vida vosso amor, capaz de superar a pressa, o barulho e o anonimato», afirma o Pontífice no vídeo que acompanha a iniciativa.

As cidades, entre as oportunidades e o isolamento

Em sua mensagem, León XIV destaca que as cidades oferecem espaços de liberdade e oportunidades, mas alerta que também podem se tornar lugares marcados pelo anonimato e pela solidão.

«Sabemos que as cidades são chamadas a ser lugares de liberdade e de oportunidades, mas também podem se transformar em espaços de anonimato e isolamento. Por isso, hoje te pedimos um novo olhar, capaz de descobrir na vida urbana um terreno fértil para anunciar teu Evangelho», expressa o Papa.

A intenção faz referência às grandes áreas metropolitanas, onde os desafios sociais e econômicos convivem com situações de isolamento e falta de vínculos comunitários.

«Que ninguém se sinta invisível»

León XIV pede que as comunidades cristãs sejam «casas abertas e acolhedoras», onde se compartilhe a esperança e «ninguém se sinta invisível».

A intenção de oração acrescenta que as comunidades cristãs são chamadas a anunciar o Evangelho também naqueles âmbitos onde predominam a pressa, o barulho e o anonimato.

A solidão nas grandes cidades

A Rede Mundial de Oração do Papa acompanha a intenção de agosto com uma nota na qual destaca que a solidão afeta especialmente os jovens. Segundo os dados citados pela instituição, 35 % reconhecem que essa realidade influencia sua vida cotidiana, apesar da permanente conexão digital.

O diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, o jesuíta Cristóbal Fones, afirma que a intenção deste mês convida a refletir sobre como construir cidades «mais justas e acolhedoras» a partir da transformação interior que nasce da oração e da ação do Espírito Santo.

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