Cadiñanos, sobre a crise migratória de Ceuta: «É um exército de desesperados, de vítimas»
É possível que os quase cem mil que invadiram Ceuta sejam um exército de desesperados. E de vítimas. Mas a Espanha não é responsável de forma alguma pela sua desesperação. Nem os tornou vítimas de nada. Se o que quer denunciar é a culpa do sultão de Marrocos e do seu Governo teria razão, mas também não teria vela nesse enterro absolutamente alheio à diocese de Mondoñedo-Ferrol. O único que poderia fazer é alojar na sua casa três ou quatro desses ocupas e gastar neles metade do seu salário. Mas com certeza que isso, que poderia ser caridade cristã, já verão que não o vai fazer. O que lhe compete, como a outro bispo qualquer, é dizer disparates sem sentido e sem qualquer efeito.
Também o é oferecer-se para «gerar fraternidade» —com os ocupas?—, no que praticamente ninguém dos seus diocesanos o seguiria. Nem ele próprio.
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