Leão XIV mantém a intenção de viajar em novembro ao Uruguai, Argentina e Peru, apesar da operação em que lhe foi extirpado o lóbulo inferior do pulmão direito após confirmação de adenocarcinoma. Assim o indicou na quarta-feira, 14 de outubro, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni.
«Ouvimos as palavras do Papa sobre a viagem, sobre sua intenção, seu desejo e também o fato de ir», declarou Bruni aos jornalistas. Meios peruanos que recolheram suas palavras sublinham, no entanto, que a confirmação definitiva dependerá da evolução da saúde do Pontífice e dos exames dos próximos dias.
Lima adia uma reunião preparatória
Segundo informou ACI Prensa, a Arquidiocese de Lima adiou uma reunião de preparação da visita papal, embora assegure que continua trabalhando nos preparativos. No Uruguai e na Argentina, a Igreja convocou orações pela saúde do Papa enquanto os governos permanecem atentos a possíveis ajustes na agenda.
InfoVaticana já assinalou que a operação ocorreu menos de um mês antes de uma viagem que o Vaticano não modificou, e que o diagnóstico de adenocarcinoma obriga a reconsiderar sua agenda.
O debate sobre a conveniência da viagem
A questão já é discutida na imprensa católica. O jornal alemão Die Tagespost questiona se o Papa deve empreender a viagem apesar do diagnóstico e sustenta que, se Leão XIV cumprir essa exigente obrigação apesar da doença, prestará um serviço à imagem do ministério episcopal, hoje danificada aos olhos do público.
Enquanto isso, os boletins médicos divulgados pela Santa Sé falam de uma boa recuperação do pulmão, e o Papa já retomou parte de sua atividade no Gemelli.