O cardeal Camillo Ruini, ex-presidente da Conferência Episcopal Italiana e antigo vigário-geral do Papa para a diocese de Roma, faleceu nesta terça-feira aos 94 anos. A notícia foi comunicada pelo presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), o cardeal Matteo Zuppi, por meio de uma declaração na qual confiou o purpurado à misericórdia de Deus e expressou sua proximidade aos familiares e colaboradores.
«Reunimo-nos em oração e confiamos à misericórdia do Pai o cardeal Camillo Ruini, a quem o Senhor chamou a si», afirmou Zuppi no comunicado divulgado pela CEI.
Uma longa trajetória a serviço da Igreja
Camillo Ruini nasceu em Sassuolo, na região italiana da Emília-Romanha, em 19 de fevereiro de 1931. Foi ordenado sacerdote em 1954 e desenvolveu durante décadas tarefas pastorais e acadêmicas em sua diocese de origem.
Em 1983 foi nomeado bispo auxiliar de Reggio Emilia-Guastalla. Três anos depois passou a desempenhar o cargo de secretário-geral da Conferência Episcopal Italiana, responsabilidade que exerceu até 1991.
Nesse mesmo ano, são João Paulo II o nomeou presidente da Conferência Episcopal Italiana e vigário-geral para a diocese de Roma. Também foi criado cardeal no consistório de 1991.
Presidente da Conferência Episcopal Italiana
Ruini presidiu a Conferência Episcopal Italiana entre 1991 e 2007, um período durante o qual acompanhou a vida da Igreja na Itália sob os pontificados de são João Paulo II e Bento XVI.
Paralelamente, exerceu durante anos como vigário-geral do Papa para a diocese de Roma, sendo responsável pela coordenação pastoral da Igreja na capital italiana.
Em sua mensagem de condolências, o cardeal Zuppi recordou que Ruini desempenhou seu ministério com a convicção de que a fé devia dialogar com as questões levantadas pela sociedade e pela cultura de seu tempo.
«O anúncio cristão, sustentava sempre, deve encontrar-se com as perguntas reais do homem, da sociedade e da cultura», assinalou o presidente da CEI.
«Veritas liberabit nos»
Zuppi recordou também o lema episcopal do cardeal Ruini, Veritas liberabit nos («A verdade nos libertará»), e destacou seu serviço à Igreja italiana, à diocese de Roma e à Igreja universal.
O comunicado conclui expressando proximidade aos familiares do purpurado, à diocese de Roma e a todos aqueles que colaboraram com ele durante seu ministério.
Ruini presidiu a Conferência Episcopal Italiana entre 1991 e 2007 e exerceu durante anos como vigário-geral para a diocese de Roma. Foi criado cardeal por são João Paulo II em 1991. Com seu falecimento desaparece uma das figuras mais conhecidas da vida eclesial italiana das últimas décadas.