Sagrada Família: novo avanço na cruz da torre de Jesucristo e arranque de um ciclo teológico

Sagrada Família: novo avanço na cruz da torre de Jesucristo e arranque de um ciclo teológico

As obras da torre de Jesucristo da Sagrada Família avançam e esta terça-feira foi colocado o quarto braço horizontal da grande cruz que coroará o templo, segundo informou o portal oficial sagradafamilia2026.org.

A cruz —peça central do remate da torre— seguirá a geometria de dupla torção característica de Gaudí e estará formada por elementos de grande tamanho: cada braço pesa aproximadamente 12,8 toneladas e mede cerca de 4,40 x 4,50 x 4,50 metros. Uma vez terminada, a cruz alcançará 17 metros de altura (aproximadamente um edifício de cinco andares) e 13,5 metros de largura.

A colocação dos braços da cruz confirma o avanço do remate da torre central, a mais alta do templo. A cruz, concebida por Gaudí como um elemento luminoso, está destinada a tornar-se o grande sinal visível da centralidade de Cristo sobre a basílica e a cidade.

Conferências teológicas: arquitetura, Trindade e centralidade de Cristo

Em paralelo ao avanço material, a basílica inaugurou um ciclo de conferências teológicas para aprofundar o sentido cristão do templo e do projeto de Gaudí. Na primeira sessão intervieram o arquiteto diretor Jordi Faulí e o filósofo e teólogo Francesc Torralba, com uma reflexão centrada na torre de Jesucristo como eixo do conjunto.

Faulí explicou que a torre, situada no centro do templo, culmina o sistema de dezoito torres ideadas por Gaudí e que a sua arquitetura se desenvolve a partir da interseção de doze paraboloides, unindo forma, estrutura e simbolismo. Subrayou ainda que a grande cruz, concebida como elemento luminoso, expressa a centralidade de Cristo e a vontade de Gaudí de que a torre projete luz sobre a cidade “de dia e de noite”.

Torralba, por sua vez, apresentou a Sagrada Família como uma “obra de arte total” que reflete a espiritualidade de Gaudí, alimentada pela teologia e pela liturgia cristãs. Destacou o valor simbólico da torre como elemento que “une o céu com a terra”, e explicou a leitura trinitária do interior, organizado em três níveis: criação, essência de Deus e a Cruz, culminando na máxima doação de Deus à humanidade.

Um marco ligado ao centenário de Gaudí

A culminação da torre de Jesucristo apresenta-se como um marco histórico para a Sagrada Família e uma homenagem ao arquiteto Antoni Gaudí, no contexto do centenário da sua morte e prepara-se para a próxima visita de Leão XIV a Espanha.

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