A USCCB celebra a reforma migratória de Trump: afeta a padres e religiosos estrangeiros

A USCCB celebra a reforma migratória de Trump: afeta a padres e religiosos estrangeiros

A Conferência Episcopal dos Estados Unidos (USCCB) agradeceu ao Governo de Donald Trump uma modificação normativa que elimina a obrigação de passar um ano fora do país entre dois vistos religiosos R-1. Segundo os bispos, a mudança reduzirá interrupções em paróquias e obras católicas —especialmente em zonas rurais— enquanto muitos sacerdotes e religiosos estrangeiros esperam durante anos (até décadas) a residência permanente.

Dias depois da visita do presidente da USCCB, o arcebispo Paul S. Coakley, ao presidente Donald Trump, a Conferência Episcopal dos Estados Unidos emitiu um comunicado oficial no qual Coakley e o bispo Brendan J. Cahill, responsável pelo comitê episcopal de Migração, qualificam a medida como “um passo verdadeiramente significativo” para sustentar serviços religiosos essenciais nos Estados Unidos e evitar “disrupções” em ministérios e obras consolidadas.

Os prelados agradecem explicitamente à Administração o seu trabalho para enfrentar as dificuldades que afetam aos “trabalhadores religiosos nascidos no estrangeiro”, aos seus empregadores e às comunidades que servem.

A mudança concreta: o que acontece com o visto R-1

Em termos práticos, o visto R-1 é a permissão que permite a sacerdotes, religiosos e outros trabalhadores de confissões reconhecidas desempenhar sua missão nos Estados Unidos.

Até agora, quem esgotava o tempo máximo de permanência com esse visto (geralmente cinco anos) devia sair do país e, se voltasse a solicitar um novo R-1, estava obrigado a permanecer pelo menos um ano fora dos EUA antes de poder regressar.

A norma anunciada pela Administração de Trump (uma Interim Final Rule, prevista para ser publicada no Federal Register) elimina esse “ano obrigatório” fora do país: já não haverá um mínimo de tempo fora entre vistos R-1, desde que se cumpram o resto dos requisitos.

Na prática, esse requisito de “um ano fora” provocava lacunas em paróquias, capelanias, escolas e obras sociais quando o sacerdote ou religioso que as atendia devia partir por obrigação administrativa. Isso afeta especialmente dioceses com escassez de clero e zonas isoladas, onde a substituição é difícil ou diretamente impossível.

A USCCB sublinha que a mudança oferece um alívio enquanto os religiosos esperam a residência permanente (green card), um processo que —segundo os bispos— se prolongou até prazos de “várias décadas” para alguns solicitantes.

Os bispos pedem uma solução legislativa mais ampla

Embora celebrem a medida, Coakley e Cahill acrescentam que não é suficiente. Para “proporcionar todo o alívio necessário” e proteger plenamente o exercício da liberdade religiosa, os bispos instam o Congresso a aprovar a Religious Workforce Protection Act, uma proposta com apoio bipartidista que, na sua opinião, daria estabilidade a longo prazo a estas comunidades e aos trabalhadores religiosos.

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